31 de Janeiro de 2009

A luz ao fundo do túnel…

A vida é feita de ciclos. 

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Tal como na física, poderíamos descrever a vida como um movimento harmónico simples, em que o animo, a felicidade, a sorte e outros que tais variam entre um ponto máximo e um ponto mínimo. No meio é que está a virtude e é nessa amplitude que sempre nos encontramos.

Depois de um final de ano de 2008 e um inicio de 2009 em que a minha praia me presenteou com algumas das melhores ondas que me lembro de lá surfar, veio a tormenta. No fundo, tem sido uma espécie de depois da  tempestade veio a bonança, mas ao contrário.

Há cerca de duas semanas e meia que o mar tem estado agitado, quem sabe pelo Adamastor que nos quer impedir de alcançar o Cabo da Boa Esperança ou outro que tal.
Não me lembro de alguma vez ter visto quase três semanas com ondulações sempre superiores a 3,5 metros, sendo que desta vez, para piorar, veio com vento sudoeste de rajada e chuva.

Este fim de semana já deu umas ondinhas razoáveis, mas parece que a coisa vai voltar a ficar negra...

Talvez na próxima semana, ou no próximo mês!!!

Pht: Biarritz - Arquivo Pessoal.

29 de Janeiro de 2009

A(s) mais bonita(s)…


Não, não é uma musica dos Ministars ou dos Ondachoc.
Correndo o risco da maioria da malta que possa ler isto não saber quem foram estes marcos da musica portuguesa, posso simplificar a explicação dizendo que eram uma espécie de Floribella sem silicone de quando eu era muito puto.

Voltando ao tópico, este serve para mostrar duas obras de arte da Rainbow Fin Company (RFC): a Rake 7.0” e a Rusty Performance 5.25”. São as duas lindas de morrer!

Rake-7.0

A Rake 7.0” é uma quilha para quem gosta de um surf progressivo. A sua base de dimensões relativamente comedidas permite um surf solto, com trocas fáceis de direcção a baixa velocidade. O fin tip é  “deitado” o suficiente para proporcionar uma aceleração e projecção alucinantes de secção em secção.
Este modelo existe em gloss finish.

Rusty-5.25 
A Rusty Performance 5.25” é a quilha perfeita para usar como parte de um sistema 2+1 com duas quilhas posteriores de dimensões normais, em detrimento de dois pequenos estabilizadores (simulando um conjunto trifin). É uma quilha pequena, com uma base muito grande para a sua dimensão, e que vai proporcionar muita projecção ao mesmo tempo que vai permitir viradas rápidas.
Este modelo existe em sanded finish.

Cut ‘n drive…


Ando ausente há algum tempo. Primeiro o trabalho, mais do que muito. Mais tarde, as surfadas clássicas alternadas com mais trabalho dizimaram a disposição para me sentar em frente ao PC e pensar em algo de interessante.
Neste momento, estou no serviço de urgências do Hospital das Caldas da Rainha e, sem nada que fazer IMG_6061para além de esperar, resolvi colocar uma posta que já andava a preparar há algum tempo. 
 

Como já tinha referido anteriormente, apenas utilizo o sistema de quilhas da Lokbox, juntamente com quilhas ora da Lokbox, ora da RFC. Como muitas pessoas não conhecem o sistema, vou tentar ilustrar um pouco do seu funcionamento.

Como diz o slogan da marca (“Think inside the box”) basta  ver as coisas com atenção e percebe-se as diferenças para outros sistemas.
O Lokbox é muito robusto, sendo dos que apresentam uma ligação mais sólida entre o fin e a caixa. A caixa é em cunha, de forma que a quilha entra na ranhura e fica sem folgas depois de apertada, evitando assim as vibrações e assobios de outros sistemas.

Depois de colocado o fin no devido local, o trailing edge do fin deverá ser posicionado sobre o IMG_6072 traço que tem um ponto (facilmente visível na foto do lado), que corresponde à marcação do shaper  para a traseira do fin. Uma vez que o sistema permite uma afinação das quilhas para a frente e para trás, este será o ponto zero, ou ponto de referência.
De seguida, será colocado a chapa de metal, a anilha e o parafuso que será apertado, de forma a apertar a quilha da melhor forma possível. O aspecto depois de montado deverá ser qualquer coisa do género que se vê nas imagens que se seguem.

A quilha apresentada nas imagens é um estabilizador lateral de longboard (modelo RS2 na cor smoke),  sendo por isso, muito pequena. 


Para aqueles que, tal como eu, têm alguns sets de fins compatíveis com o sistema FCS, a Lokbox dispõe de um adaptador que permite utilizá-los, resolvendo desta forma uma das maiores resistências à mudança para outros sistemas de fins. 

IMG_6078

Outro dos pontos fortes deste sistema é a existência de um ponto fraco que serve para proteger a caixa e, por conseguinte a prancha: em caso de uma forte pancada numa quilha, esta em vez de partir a caixa da quilha, apenas vai dobrar a já referida chapa metálica, deixando a quilha meio solta.
Neste caso, o problema será resolvido com uma simples saída da água. Depois de retirar o parafuso e a  chapa, bastará a ajuda de uma pedra ou qualquer outro objecto duro para endireitar a dita cuja. Por fim, é só repor as coisas nos devidos lugares e voltar à água.

“With the LOKBOX system, the only thing you miss is ding repair”.

Em relação às quilhas disponíveis, a oferta para este sistema é muito extensa sendo que existem 3 tipos de materiais: compósito, fibra de vidro e pro-core.